O GRAB é uma entidade civil, sem fins lucrativos, com base comunitária, sendo pioneira no Estado do Ceará na defesa dos direitos de gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais. Fundado em 17/03/1989, é reconhecido de Utilidade Pública Municipal, pela Lei N° 7066, de 27/03/1992

INÍCIO DE JULHO;
DEPOIS DE JULHO DE 1995 QUANDO FUI AJUDADO PELO GRAB,
ONDE EU NÃO TINHA ACESSO A INTERNET E PARADAS GLBT
NÃO EXISTIAM E O PRECONCEITO DENTRO DE CASA ERA
INTENSO.
A MÍDIA COMEÇAVA A ABORDAR O ASSUNTO TIMIDAMENTE
JULHO DE 2005;
INICIO DE UMA PARCERIA QUE EU PROMETI HÁ 10 ANOS; EIS A
ENTREGA DA PLACA EM HOMENAGEM AO GRUPO DE RESISTENCIA ASA
BRANCA
EDUARDO VERAS

GRAB
GRUPO DE RESISTÊNCIA ASA BRANCA
O QUE É?
O Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB é uma entidade civil,
sem fins lucrativos, com base comunitária, sendo pioneira no
Estado do Ceará na defesa dos direitos de gays, lésbicas,
transgêneros e bissexuais.
O GRAB foi fundado em 17/03/1989 e é reconhecido de Utilidade
Pública Municipal, pela leu Nº. 7066, de 27/03/1992
O QUE REALIZA O GRAB?
Luta de forma permanente pela inclusão social dos/das
homossexuais, através do ativismo,
pela construção da cidadania e do fortalecimento da comunidade
homossexual.
Desenvolve diversas ações que visam a prevenção das DST/HIV/AIDS
e o apoio direto às pessoas que vivem com HIV/AIDS
COMO REALIZA?
Através de reuniões com debates temáticos acerca das
homossexualidades, cidadania e saúde;
Promovendo e/ou participando de atos públicos, debates,
palestras e oficinas sobre homossexualidade e/ou DST/AIDS em
escolas, universidades, unidades de saúde e comunidades;
Prestando orientação jurídica às pessoas afetadas
por discriminação em decorrência da orientação
homossexual;
Desenvolvendo campanhas e projetos de prevenção das DST/AIDS,
com fornecimento orientado e gratuiro de preservativos;
Realizando cursos de qualificação profissional
Informática
Centro de Estética
e outros para a comunidade homossexual e pessoas vivendo com
HIV/AIDS;
Realizando treinamentos sobre ativismo, prevenção e
desenvolvimento institucional;
Contribuindo para a formação e/ou fortalecimento de grupos
de promoção dos direitos homossexuais no interior do Ceará e
em outros Estados;
Participando de diversos fóruns de controle social de
políticas públicas em saúde e Direitos Humanos;
Disponibilizando um centro de documentação (biblioteca
e videoteca) sobre Direitos Humanos, sexualidade e DST/AIDS
para toda a sociedade   

APRESENTAÇÃO
Esta cartilha se insere
num conjunto de esforços que visam a promoção da saúde de pessoas vivendo com
HIV/Aids, implementado pelo GRAB.
Pretendemos transmitir
algumas informações básicas sobre prevenção para quem está vivendo um
relacionamento com uma pessoa com sorologia para o HIV diferente da sua.
As informações
disponibilizadas estão ancoradas em varias expectativas cotidianas, resultantes
do Projeto Casais Sorodiscordantes que vem sendo realizado pela ABIA desde 2002.
também contribuíram para essa produção pessoas vivendo com HIV/AIDS,
profissionais de saúde, pesquisadores, representantes de organizações
não-governamentais (ONGs) e de organizações governamentais (OGs).
Este material aborda,
entre outros temas, o aumento de relações entre pessoas com sorologias distintas
a partir do acesso mais fácil aos tratamentos anti-retrovirais, com aumento na
qualidade de vida de quem vive com com HIV com HIV/AIDS; o impacto da revelação
da sorologia positiva no relacionamento e a manutenção da afetividade; a
necessidade de ampliar as redes sociais para pessoas que estão em
relacionamentos sorodiscordantes, sejam homossexuais ou heterossexuais; o
direito de casais sorodiscordantes terem filhos e os cuidados em relação à
prevenção da transmissão vertical.
O apoio dos
profissionais de saúde e da sociedade como um todo é importante para oferecer
ajuda, explicações e orientações às pessoas,sejam elas soropositivas ou
soronegativas, para que se sintam devidamente acolhidas por suas questões.
Boa leitura a todos.
Apresentaremos os capítulos aos poucos.
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APOIO
Instituto Integrado de Saúde

O Instituto
fica na Rua Solon Pinheiro 1330 tel 85 32260830 iniciado
pelo meu pai, Dr. Antônio Veras em 1991 onde, eu Eduardo
Veras criador deste site darei continuidade e
transformá-lo em um hospital; a ONG faz parte da Fundação
IIS que agora dividida em duas, a clínica/futuro hospital
(empresa LTDA.) e o trabalho de voluntariado que eram
todos um projeto só. Espero formar uma Holding quando eu
comprar a empresa de Pet Shop e o Canil, áreas do nosso
interesse.
Na clínica, onde todos os convênios são
atedidos dispomos de:

No início deste ano, o Programa Nacional de Controle de
Qualidade Ltda, patrocinado pela SBAC- Sociedade Brasileira de
Análises Clínicas avaliou o Laboratório Instituto Integrado de
Saúde a classificação de Excelente, avaliação anual, esta de
2004 onde estamos inscritos desde 2002. Méritos para minha
colega e amiga Dra. Gláucia Brandão da Silveira

Em Janeiro de 2006 já nos foi comunicado que o Laboratório
subirá da categoria Bronze para categoria Prata

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O DIGNIDADE É UM SITE DE LEITURA DIÁRIA, VEJAM A QUANTIDADE
DE COISAS QUE ESTÃO SENDO FEITAS
.Grupo
Dignidade
Links
Zona Mix
Terraço Fortalezense
Mundo Hype
Associação Peter Pan
Grupo Gay da Bahia
Escola Vila
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"O amor é que é importante o sexo é um acidente;
pode ser igual,
pode ser diferente!"
Fernando Pessoa VOLUNTÁRIOS E VOLUNTÁRIAS,
Um belo e sempre atual trecho de Robert Kennedy, político
norte-americano, brutalmente assassinado em 1968 e irmão do
ex-presidente John Kennedy:
"A poucos caberá a grandeza de vergar a própria História, mas cada
um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parcela de
acontecimentos, e é no total de todos esses atos que se escreverá a
História desta geração... Cada vez que um homem se ergue por um
ideal ou que age para melhorar a sorte alheia, ou que ataca a
injustiça, emite uma pequenina onda de esperança que vai se cruzar
com outras, partidas de milhões de diferentes centros de energia e
audácia, e essas pequeninas ondas acabam formando uma corrente que
pode arrasar os mais poderosos e fortes muros da opressão."
Trecho extraído da apresentação do livro História das Sociedades
Americanas maravilhosamente escrito Rubim Santos de Leão de Aquino
com a colaboração de Nivaldo de Jesus Freitas de Lemos e Oscar
Guilherme Campos Lopes (ao livro técnico).
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Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
AGORA
E FINALMENTE ATUALIZANDO-SE
COM ESPAÇO PARA COMENTÁRIOS, SUGESTÕES, CRÍTICAS, ETC
2:18 PM
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Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Atualização:A apresentação da cartilha de casais sorodiscordantes, Dicas para uma vida saudável, segura e feliz; Interessante informativo com 40 páginas de 2004 em que GRAB e ABIA (Associação brasileira interdisciplinar de Aids discute sorodiscordância e explica o que é, o sentir medo quando um dos parceiros ou uma pessoa sem parceiro fixo recebe o resultado positivo; abordando o sexo oral, em caso de acidente, a polêmica da perda do apetite sexual (efeitos colaterais do anti-retrovirais), casais de mulheres e HIV, o que você cidadão deve cobrar do seu médico, a polêmica: é permitido ou não ter filhos? Um bábaro instrumento informativo que teve o apoio da ABIA, UNESCO E MINISTERIO DA SAUDE.
REALIZAÇÃO: GRAB
6:50 PM
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Terça-feira, Outubro 18, 2005
I CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA
Estado e Sociedade construindo as Políticas Públicas de Cultura
Fortaleza acolhe, pela primeira vez, uma Conferência de Cultura para que o poder público, junto com a população, possa definir os rumos das políticas públicas da cultura para a nossa cidade. Decidir com os moradores de Fortaleza o que é prioridade, para onde devem ir os recursos, delimitar conceitos e diretrizes é entender que toda e qualquer ação nessa área deve se dar de forma compartilhada com quem vive, cria e produz sua própria história de vida na cidade. No entender da nova administração, cultura não é algo restrito ao universo dos artistas e da criação. É construída pelos músicos, pintores, bailarinos, atores, artistas gráficos, cineastas, escritores, contadores de causos, mas também, trabalhadores, moradores de rua, transeuntes, observadores e todos aqueles que vivem e fazem a cidade pulsar.
Para garantir uma ampla participação de todos, foi estabelecido um calendário para a realização dos debates que acontecerão no período de 13 de outubro a 05 de novembro. Deles podem participar os cidadãos e as instituições de cultura ou que a tenham como objeto da sua ação. O tema geral da I Conferência "Estado e Sociedade construindo as Políticas Públicas de Cultura", foi desdobrado nos subtemas: Gestão Pública da Cultura, Direitos e Cidadania, Memória e Patrimônio Cultural, Cultura e Turismo Sustentável, Socioeconomia da Cultura e Comunicação e Cultura. Para se inscrever é muito fácil: preencha a ficha de inscrição no final dessa página. Fique atento à data da conferência territorial do seu bairro (confira o calendário).
Calendário:
13 de outubro
Lançamento da Conferência
Show de Tom Zé. Participação de Karine Alexandrino, Cordão do Caroá e DJ Guga de Castro.
Local: Concha Acústica (Reitoria da UFC)
Horário: A partir das 18 horas
Conferências Territoriais:
REGIONAL I
14 de outubro ¿ A partir das 18 horas
15 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Escola Nossa Senhora de Fátima (Rua Silva Romero, nº 370 - Bairro Álvaro Weyne.
REGIONAL II
14 de outubro ¿ A partir das 18 horas
15 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Centro Cultural Oboé (Av. Almirante Barroso, 734 - Praia de Iracema).
REGIONAL III
21 de outubro ¿ A partir das 18 horas
22 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Sede da Secretaria Executiva Regional III (AV. Jovita Feitosa, 1264).
REGIONAL IV
21 de outubro ¿ A partir das 18 horas
22 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Colégio Piamarta (Rua Pe João Piamarta, 355 ¿ Montese)
REGIONAL V
28 de outubro ¿ A partir das 18 horas
29 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Centro de Cidadania do Conjunto José Walter
REGIONAL VI
28 de outubro ¿ A partir das 18 horas
29 de outubro ¿ A partir das 08 horas
Local: Colégio Paulo Benevides (rua Angélica Gurgel, 186 ¿ Messejana)
Conferência Institucional:
14 de outubro ¿ A partir das 18 horas
Local: Auditório Castelo Branco da UFC
15 de outubro
Locais: Curso de Ciências Sociais da UFC (a partir das 08 horas) e no Auditório Castelo Branco da Reitoria da UFC (a partir das 14 horas).
Conferência Síntese:
04 de novembro ¿ A partir das 18 horas
Local: Auditório Castelo Branco da UFC
05 de novembro
Locais: Curso de Ciências Sociais da UFC (a partir das 08 horas) e no Auditório Castelo Branco da Reitoria da UFC (a partir das 14 horas).
Encerramento:
5 de novembro - A partir das 18 horas
Show com Lia de Itamaracá. Participação de artistas cearenses
Local: Concha Acústica (Reitoria da UFC)
Utilize o formulário no site da prefeitura:
http://www.fortaleza.ce.gov.br/cmc.asp
3:12 PM
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Segunda-feira, Outubro 17, 2005
SÃO 10 ANOS A ESPERA DA VOTAÇÃO DO PROJETO DE MARTA SUPLICY DE UNIÃO CIVIL E MUITOS CASAIS JÁ NÃO TÊM MAIS PACIÊNCIA DE ESPERAR.
LEIAM O INTERESSANTE ARTIGO ABAIXO (DE O GLOBO) E VAMOS FAZER UMA PARADA 2006 MAIS FORTE NESSES ASPECTOS; UM BELO CARNAVAL SIM, MAS QUE NÓS, GLBTs NOS REUNAMOS PARA DESDE JÁ DECIDIR ESTRATÉGIAS JUNTO AOS OUTROS GRUPOS E AGENDAR UM POUCO DO NOSSO TEMPO PARA CONVERSARMOS COM QUEM NÓS VOTAMOS.
Eduardo Veras
eduardosveras@gmail.com
Interno da Faculdade de Medicina
da Universidade Federal do Ceará
Vice-Presidente do Instituto Integrado de Saúde
e ONG Fanfulla Barrauthy
Voluntário da Paz
http://oglobo.globo.com/especiais/vivermelhor/mat/188829863.asp
17/10/2005 - 15h22m
Como ficam os casais homossexuais
Angela Goes - Globo Online
RIO - Estima-se que eles já são 10% da população mundial, o que corresponderia a 17 milhões só no Brasil. Apesar dos números expressivos, os homossexuais ainda lutam para garantir direitos que, de acordo com a Constituição Federal Brasileira, deveriam ser comuns a todo e qualquer cidadão. Entre eles, o direito de constituir família. Segundo a legislação brasileira, uma entidade familiar passível de proteção estatal tem como base de sua formação um homem e uma mulher.
O resumo da história: além de não ser permitido o casamento ou a união estável de homoafetivos (como agora eles se autodenominam), não há qualquer legislação capaz de proteger os direitos das pessoas de mesmo sexo que 'casam' e decidem formar uma família.
- Sinto-me alijado, menos cidadão. A nova família não está agregada na legislação - lamenta o presidente do Grupo Arco-íris de Conscientização Homossexual, Luiz Carlos Freitas.
Impedidos por lei de estabelecer matrimônio, os homoafetivos são privados de direitos simples como adotar o sobrenome do (a) parceiro (a), fazer um plano de saúde familiar, comprovar renda conjunta a fim de aprovar um financiamento ou mesmo adotar uma criança.
- São direitos de qualquer cidadão brasileiro que nos são negados única e exclusivamente devido à nossa orientação sexual. A lei deveria ser igual para todos, sem distorções - defende o estilista Carlos Tufvesson, que vive há mais de dez anos com o arquiteto André Piva.
Para garantir alguns direitos básicos - como a divisão dos bens no caso da dissolução do relacionamento - muitos casais homossexuais têm recorrido à Justiça. Leia a seguir a opção adotada por alguns deles.
Carlos Tufvesson, 36 anos, estilista, casado com André Piva, 36 anos, arquiteto
"Apesar de viver com o André há mais de 10 anos, somos apenas amigos perante a lei. Em parte por inconformismo e em parte por romantismo, desistimos de assinar qualquer contrato de sociedade em cartório. Ao ler as cláusulas - que discorrem basicamente sobre a disponibilidade dos bens comuns em caso de separação ou morte - percebemos que não precisamos disso. Vivemos juntos porque nos amamos, não porque dependemos financeiramente um do outro. Não sermos reconhecidos legalmente como casal cria uma mentira jurídica. Eu não sou solteiro. Somos um casal como outro qualquer, independente do sexo. Nossa relação envolve amor, ciúmes, deveres e direitos. A lei deve ser igual para todos, sem distorções."
Toni Reis, 41 anos, professor, casado com David Harrad, 47 anos, tradutor
"Eu e o David nos conhecemos em 1990, em Londres. Depois de dois anos morando na Inglaterra, resolvemos nos estabelecer definitivamente no Brasil. Em 1995, David (que é inglês) teve a sua situação considerada irregular pela Polícia Federal e recebeu um prazo de oito dias para deixar o país. Para garantir sua permanência, a lei exigia que ele aplicasse US$ 300 mil no país, casasse com uma brasileira ou tivesse um filho brasileiro. Fizemos uma denúncia pública, fomos à imprensa. Quarenta mulheres se propuseram a casar com ele, inclusive a minha mãe. Frente à tamanha mobilização, descobrimos uma brecha na lei e ele conquistou o direito de ficar no país, contanto que renovasse o visto periodicamente. Mas foi em 2003 que obtivemos a nossa maior vitória. O Conselho Nacional de Imigração baixou uma resolução que garantia a permanência definitiva de estrangeiros no país mediante comprovação de matrimônio independente de sexo. Logo fizemos uma declaração pública de compromisso matrimonial no cartório de Uberaba."
Luiz Carlos Freitas, 47 anos, professor e presidente do grupo Arco-Íris, casado com Nelson Pimenta, 43 anos, professor e ator
"Eu e o Nelson moramos juntos há quase oito anos. Resolvemos elaborar um documento legal, um testamento, para deixar claro que todos os bens ficariam para o outro, em caso de morte. Também fizemos um seguro de vida em que um é beneficiário do outro. Mas isso é apenas um paliativo, gostaríamos de ter o reconhecimento da nossa união ainda em vida."
Julio Moreira, 28 anos, diretor sócio-cultural do grupo Arco-Íris, casado com Clayton Monteiro, 25 anos, promoter e modelo
"Como não temos patrimônio constituído, ainda não precisamos nos preocupar em garantir a disponibilidade dos bens comuns, em caso de separação ou morte. Nossa batalha, até agora, foi juntar todas as informações que comprovem que vivemos juntos há quase quatro anos. O contrato de aluguel do nosso apartamento, por exemplo, está no nome dos dois. As contas também são divididas - algumas vêm no nome dele e outras, no meu. Também tiramos muitas fotos juntos, inclusive com os nossos familiares e amigos. Futuramente, pensamos em fazer um testamento ou mesmo assinar o Livro de União Estável, que é a comprovação em cartório da sociedade de fato."
Antônio Carlos Barros Freitas, 45 anos, funcionário público, casado com Márcio Eugênio Almeida Alves, 45 anos, psicólogo
"Sou casado há 12 anos com o Antônio Carlos e não tenho direito ao seu plano de saúde, nem figuro como beneficiário de pensão, em caso de morte ou invalidez. Apesar da insistência de um amigo, que é advogado, ainda não adotamos nenhuma medida legal para comprovar a existência da nossa relação ou garantir quaisquer direitos. Temos apenas uma conta conjunta no banco, comprovantes de residência no nome dos dois e os depoimentos de amigos e familiares atestando a união. Há algum tempo, fizemos um acordo verbal com as nossas famílias quanto à divisão dos bens comuns. Já cogitamos adotar uma criança, mas acabamos desistindo quando soubemos que apenas um de nós poderia se responsabilizar legalmente por ela."
9:29 PM
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Quinta-feira, Outubro 13, 2005
ATENÇÃO; O PROJETO BUDDY SERÁ INICIADO AQUI EM FORTALEZA VIA GRAB; ABAIXO O GRALHA AZUL DE CURITIBA
Buddy Gralha Azul
O Grupo Dignidade e o Centro Paranaense de Cidadania (CEPAC) está lançando o Projeto Gralha Azul com apoio da União Européia. O Projeto consiste no acompanhamento domiciliar às pessoas que vivem com aids, proporcionando apoio prático e emocional a população atendida, seus familiares e amigos, por meio do trabalho feito pelo Buddy (voluntário) que é selecionado e capacitado para exercer suas atividades.
Do experiência das instituições que atendem as pessoas vivendo com aids, pôde-se concluir que não basta apenas oferecer medicamentos para quem vive a epidemia do HIV, é necessário uma atenção maior ¿ tratamento adequado, boa alimentação, autonomia moral, capacidade de exercitar seus direitos e carinho ¿ que irá resultar numa melhor adesão ao tratamento contra a aids.
O conjunto de ações trabalhadas entre o Buddy (voluntário) e a equipe do projeto permite que a pessoa que vive com aids tenha uma assistência continuada dentro de sua própria casa.
É a saúde levada diretamente ao domicílio de quem precisa dela.
No Brasil são 15 cidades brasileiras dentre os quais 16 projetos, que tem como objetivo de mobilizar comunidades locais, aproximando pessoas e promovendo a quebra de preconceitos, multiplicando exemplos bem sucedidos de assistência a baixos custos e grandes resultados.
5:14 AM
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O projeto faz parte de uma iniciativa da Associação para a Saúde Integral e Cidadania da América Latina (ASICAL), executada no Brasil pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde em parceria com a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e transgêneros (ABGLT), através de grupos filiados que atuam como Centros de Treinamento e Assessoria nas cinco regiões do país.
O projeto Somos Nacional teve início no segundo semestre de 1998. Partindo inicialmente da capacidade já instalada de 04 grupos gays (Grupo Gay da Bahia ¿ GGB, em Salvador; Grupo Arco-Íris, no Rio de Janeiro; o CAEHUSP, em São Paulo e Grupo Dignidade, em Curitiba), foram montados Centros Regionais de Capacitação e Assessoria, responsáveis pelo suporte aos grupos gays circunvizinhos à sua área de atuação.
Na primeira etapa (1999/2000), o projeto Somos abrangeu parte dos estados do Nordeste (Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Norte), do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), do Centro-Oeste (Goiás e Distrito Federal), e do Sul (Paraná e Santa Catarina).
Na segunda etapa (2001/1º semestre de 2002), a abrangência do projeto foi ampliada para 21 estados brasileiros: Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão), Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais), do Centro-Oeste (Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Norte (Pará) e Sudeste (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul). Nesta etapa também foram incluídos um Centro Regional de Assessoria e Capacitação na região Centro-Oeste (Associação de Gays, Lésbicas e transgêneros de Goiânia) e outro na Região Nordeste (Grupo de Resistência Asa Branca). O Centro de São Paulo saiu do projeto e as atividades em prol de prevenção e promoção da cidadania de HSH foram assumidas pelo Fórum de HSH de São Paulo, embora o Grupo Gay de Guarujá manteve o vínculo com o projeto Somos através do Centro Regional do Rio de Janeiro.
Na terceira etapa, (2º semestre de 2002), a abrangência do projeto foi ampliada na região Norte (Pará, Acre, Amazonas, Tocantins, Amapá, Roraima e Rondônia), contemplando assim todos os 27 estados do Brasil.
Atualmente o Projeto encontra-se no seu terceiro ano, prevendo capacitar 143 Ong¿s em todo o território nacional.
Apresentação - O que é o Projeto Somos
O projeto SOMOS é composto por Grupos Gays que atuam na promoção dos direitos homossexuais e na prevenção das DST/Aids. A partir da capacidade já instalada destes grupos foram criados 05 Centros Regionais de Capacitação e Assessoria em 04 regiões Brasileiras que são os executores do projeto SOMOS.
NORDESTE
Salvador
Grupo Gay da Bahia
Centro de Capacitação e Assessoria Paulo César Bonfim.
Fortaleza
Grupo de Resistência Asa Branca
Centro de Treinamento e Assessoria Alan Gomes
CENTRO-OESTE
Goiânia
Associação Goiânia de Gays, Lésbicas e transgêneros.
Centro de Capacitação e Assessoria Eles por Eles
SUDESTE
Rio de Janeiro
Grupo Arco-Íris
Centro de Capacitação e Assessoria Adauto Belarmino Alves
SUL
Curitiba
Grupo Dignidade
Centro de Capacitação e Assessoria Cláudio Orlando dos Santos
Público-alvo
O projeto SOMOS tem como público-alvo a população HSH, que inclui: gays; bissexuais; transgêneros e garotos de programa. Sendo que este público é caracterizado por duas populações-alvo:
Grupos Gays incipientes e pouco estruturados que trabalham com a prevenção de DST/Aids e promoção da cidadania.
Os próprios HSH que são beneficiados pelas atividades do projeto.
Objetivo
O Projeto Somos possui dois objetivos: contribuir para a redução da incidência da infecção pelo HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), bem como a promoção da cidadania junto à população de gays e outros HSH (homens que fazem sexo com homens), através do fortalecimento institucional dos grupos que trabalham com esta população
Visando o objetivo proposto o projeto SOMOS busca estar capacitando dentro de quatro grandes eixos que norteiam a elaboração de projetos viáveis proporcionado assim o fortalecimento e a sustentabilidade dos grupos:
Intervenção: As ações realizadas junto à população-alvo visando à redução de práticas inseguras capazes de resultarem na infecção por DST/HIV/Aids.
Criação de Climas Favoráveis: Formação de parcerias, contato com a mídia (visibilidade positiva), realização de eventos e a sensibilização positiva da opinião pública em relação aos HSH.
Advocacy: Articulação de legislação anti-discriminatória nas 3 esferas, encaminhamento e acompanhamento de denúncias de discriminação, violência e assassinatos e a promoção dos direitos humanos dos HSH de modo geral.
Desenvolvimento Institucional: Capacitação em gerenciamento de ONG; elaboração, execução e avaliação de projetos; relacionamento humano e auto-estima; desenvolvimento de lideranças e sustentabilidade.
Na prática do projeto SOMOS estas quatro grandes áreas são trabalhadas através da promoção de cursos/treinamentos que são executados pelos Centros Regionais de Capacitação e Assessoria; visitas de acompanhamento e monitoramento in loco e encontros de avaliação.
Parcerias
Para realização dos objetivos propostos o projeto Somos conta com as seguintes parcerias:
Associação para a Saúde Integral e Cidadania da América Latina (ASICAL);
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e transgêneros (ABGLT);
Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde;
Coordenações Estaduais e Municipais de DST/Aids;
Grupos filiados que atuam como Centros de Treinamento e Assessoria nas cinco regiões do país;
Parceiros locais.
Projeto Somos Sul
Centro de Capacitação Cláudio Orlando dos Santos
Na região Sul o SOMOS é executado pelo Grupo Dignidade e visa o fortalecimento e a formação de novos grupos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Através do projeto são realizados treinamentos em prevenção e intervenção, desenvolvimento institucional, criação de climas e ambientes favoráveis e advocacy. As organizações também recebem visitas in loco de acompanhamento e assessoria.
O Centro Claudio Orlando dos Santos presta capacitação e assessoria a grupos homossexuais que estão se estruturando ou sendo fortalecidos, dando prioridade aos municípios em que não haja organizações de defesa dos direitos humanos dos homossexuais, nos grandes centros urbanos e em municípios de médio e pequeno porte.
O nome do Centro é uma homenagem ao Catarinense Cláudio Orlando dos Santos, soropositivo, transgênero e homossexual, falecido na década de 90, que muito lutou pelos direitos homossexuais e contra a aids no Sul do Brasil.
Centros de Capacitação do SOMOS em todo o Brasil
Região Sul
Centro de Capacitação e Assessoria Cláudio Orlando dos Santos
Grupo Dignidade - Conscientização e Emancipação Homossexual
Travessa Tobias de Macedo, 53 Sala 3 - Curitiba - PR
CEP 80020-210 Telefone/Fax: (41) 222-3999
E-mail: projeto_somos_sul@terra.com.br
Região Centro-Oeste
Centro de Treinamento e Assessoria Eles por Eles
AGLT Associação Goiana de Gays, Lésbicas e Transgêneros
Rua Pedro Vigiano, 142 Centro - Goiânia - GO CEP 74055-220 Telefone/Fax: (62) 213-6222
E-mail: aglt@bol.com.br
Região Sudeste
Centro de Capacitação e Assessoria Adauto Belarmino
Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual
Rua Mundo Novo, 62 Botafogo - Rio de Janeiro - RJ CEP 22251-020 Telefone/Fax: (21) 2552-5995
E-mail: arco-iris@arco-íris.org.br
Região Nordeste
Centro de Capacitação e Assessoria Paulo César Bonfim
Grupo Gay da Bahia - GGB
Rua Frei Vicente, 24 Pelourinho Salvador - BA - CEP 40025-010
Telefone: (71) 321 1848 Telefone/Fax: (71) 322-2552
E-mail: ggb@ggb.org.br
Centro de Treinamento e assessoria Alan Gomes
Grupo de Resistência Asa Branca - GRAB
Rua Teresa Cristina, 1050 - Centro- Fortaleza ¿ CE
CEP 600416-1414 Telefone/Fax: (85) 253-61974
E-mail: grab@uol.com.br
5:05 AM
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Terça-feira, Outubro 11, 2005
Grupo de Resistência Asa Branca - (GRAB)
Rua Damião Fernandes, 115 - Amadeu Furtado - Fortaleza/CE - CEP: 60455.600
Caixa Postal 421 - CEP: 6001-970
Telefone: (85) 283.6724 - 281.9302
E-mail: grag@brhs.com.br
grab@uol.com.br
GRAB, 16 ANOS CONSTRUINDO CIDADANIA
Desde sua fundação, em 17 de Março de 1989, que o GRAB desempenha uma trajetória de luta em defesa de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais, pela prevenção às DSTs/HIV/Aids e apoiando diretamente as pessoas vivendo com HIV/Aids.
Vivíamos ainda sob a ditadura militar, quando em 1979 alguns jovens gays idealistas, militantes de esquerda, reuniam-se no saudoso bar Duques e Barões, na Avenida Duque de caxias, para discutir a semente do que seria o GRAB. A crescente onda de violência contra os homossexuais, em Fortaleza, mobilizava-os para agirem e construírem um movimento que reagisse aquela situação. Motivado pela participação e discussões que avançavam no sudeste do país sobre a necessidade do surgimento de grupos homossexuais, o pastor Onaldo Pereira, ao retornar a Fortaleza, impulsiona articulações com outros jovens homossexuais da cidade e começam a pôr em prática a idéia da formação de um grupo de defesa da livre expressão sexual. Acolhidos inicialmente no espaço físico da BEMFAM-CE, deu-se início ao processo de regulamentação da nova organização não-governamental (ONG), o Grupo de Resistência Asa Branca GRAB.
Com o impacto assustador da Aids sobre a comunidade homossexual masculina, já no final dos anos 80, o combate ao preconceito e o apoio direto às pessoas portadoras do HIV e doentes de Aids tornam-se também a missão prioritária do grupo. O GRAB foi a primeira ONG que voluntariamente acolhia e acompanhava os doentes de Aids, internados no hospital São José, numa época (início dos anos 90) em que a comunidade não queria se aproximar do hospital, por conta do forte estigma da Aids. Nesse contexto, o GRAB, tendo à frente grandes lideranças, ex-presidentes do grupo, que se apresentavam publicamente como soropositivos, já se colocava na vanguarda da luta contra a Aids, na defesa da prevenção e dos direitos humanos das pessoas com HIV/Aids. Dirigentes como Luís Rabelo, Alan Gomes e Ivanildo Góes foram personagens centrais dessa história. Em 1992, o GRAB foi reconhecido de Utilidade Pública Municipal. Era presidente o militante Cleudo Júnior.
Nesse período, foram realizadas várias manifestações em defesa dos direitos dos homossexuais e das pessoas vivendo com HIV/Aids. Faltavam leitos, medicamentos e pessoas morriam em casa, sem assistência nenhuma. Como resultados dessas lutas sociais, ocorreu a reforma do hospital São José, com a ampliação de doze para tinta e dois leitos, além do início da distribuição dos medicamentos anti-retrovirais, em nível nacional, pelo Ministério da Saúde.
Com freqüentes ações junto à Câmara de Vereadores de Fortaleza, em 1995 é incluída na Lei Orgânica do município a proibição da discriminação por orientação sexual. Desde esse ano, a diretoria, composta por doze pessoas, tem como presidente o ativista Orlaneudo Lima. Em 1998, é aprovada a Lei Durval Ferraz, 8211/98, que estabelece punições a estabelecimentos que discriminarem em virtude da orientação sexual. Com esses importantes instrumentos para o exercício da cidadania, a entidade segue seu trabalho conseqüente, realizando seminários, reuniões, debates, encontros, com a comunidade GLSBT, parlamentares, com outras ONGs, sobre gênero, identidades, terceira idade, auto-estima, mercado de trabalho, etc.
O GRAB tem desenvolvido vários projetos de intervenção comportamental voltados a gays, transgêneros e bissexuais (homens que fazem sexo com homens-HSH), em prevenção às DSTs/HIV/Aids e Cidadania, em Fortaleza e no Interior do Estado, e também com portadores de HIV/Aids e familiares (profissionalização, adesão e fortalecimento).
Participam cada vez mais do GRAB, jovens gays e trans, lésbicas, gays idosos, bissexuais, e várias pessoas, de diferentes idades, identidades e profissões, que vêem na diversidade sexual uma via efetiva da sociedade quebrar seus tabus, suas amarras e enxergar a beleza de uma convivência mais civilizada, cidadã, em que a diferença seja uma expressão de democracia e não de exclusão. Todos e todas têm visto na importância da afirmação de dois gritos de cidadania e liberdade: Viva a Diversidade Sexual! Viva a Vida!
Nestes últimos anos, muitos foram os servidos prestados pelo GRAB à comunidade GLSBT:
Oficinas, treinamentos e cursos sobre Direitos Humanos e DSTs/HIV/Aids.
Palestras sobre Sexualidade e DSTs/HIV/Aids.
Distribuição orientada de preservativos.
Projetos de prevenção, desenvolvimento institucional e cidadania (projeto Ente Bi, Entre Nós, SOMOS Centro de Treinamento e Assessoria Alan Gomes, Buddy Sol Fortaleza, entre outros)
Orientações Jurídicas.
Minibiblioteca (aberta ao público).
Cursos profissionalizantes de informática, informante de turismo e cidadania.
Realização (desde 1999) da Parada Pela Diversidade Sexual do ceará.
O nome do pássaro foi escolhido por ser a Asa Branca uma ave que resiste às adversidades da seca no sertão nordestino, simbolizando para os/as homossexuais que apesar de todo o preconceito e discriminação era (é) preciso resistir com muita força e união aos ataques.
Conta Corrente n° 57423-6, Agência 0288-7, BRADESCO.
7:48 PM
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